Eis que ele me interroga, e eu também. Mas eu também não gosto de estar presa, de me sentir sufocada. Se gostar de algo ou alguém é se submeter há tantas escolhas, algumas de fácil decisão, já outras um pouco mais difíceis...deixo aqui a tua escolha, a de ir e nunca mais voltar, ou a de ir e quando quiser, sentir que necessita ou precisar, voltar até mim.
-Podes ficar! E se eu quiser ir?
-Tu poderá ir, mas também irei gostar se tu voltar! - eis que ele me fala isso do fundo do coração.
E nesse emaranhado de ir e vir, a gente fica, e se encontra e se perde. Se conhece e se conhece mais...finge não conhecer para ser surpreendido novamente. Mas uma coisa sempre fica marcante...aquele nosso olhar, que se cruzou e fez com que o nosso coração também se entrelaçasse. E hoje, nada mais somos, do que nós mesmos... com um pouco a mais, um do outro.


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